Seu filho não precisa de brinquedos no Natal (E nem o meu!)

O título deste post é uma tradução por conta do título do artigo que li no sábado (19):

Your Kid Doesn’t Need Toys For Christmas (And Neither Does Mine)

Achei no twitter. Agora não lembro quem postou ou retuitou. (quando achar faço os devidos créditos)

Mas achei massa a coincidência. Vai bem de encontro com o que estamos pensando e o que queremos para nosso bacuri.

Abaixo algumas frases que separei do texto (traduzido por conta):

“Quero que ela tenha a experiência das festividades pelo que devem ser – tempo de ser grato e generoso.”

“Quero que ela aprenda a rejeitar o que o mundo diz o que as festividades são: materialismo, consumismo e egoísmo.”

“…Tradição. Pessoas usam essa palavra para manter o status quo.”

Leu lá?
O que você achou do texto do “anônimo”?
Qual a sua visão das festividades natalinas?

Já mandou para as pessoas o seu Certificado de “Um presente a menos”?

 

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Seu filho não precisa de brinquedos no Natal (E nem o meu!)

Observa só

Li o artigo “Observar e Pensar” do Stephen Kanitz sobre aprender a observar e achei bem interessante. Vai lá, lê o artigo e depois volta aqui pra continuarmos a conversa.

  • O primeiro passo para aprender a pensar, curiosamente, é aprender a observar.

Dicotiledonea MagnoliaOu eu que sou muito louco. (Louco eu sou. Fato. Muito ou pouco, não sei!). Adorava as (infelizmente raríssimas) aulas práticas que tinha no colégio.

Olhávamos como as coisas se moviam em física. Sentíamos como algo esquentava ou fedia quando misturado com outro produto químico. Ver aquelas vidas se mexendo no microscópio ou sair observando as árvores e plantas em biologia… Saudade das dicotiledôneas. (foto: Wikipedia)

Linha de montagem - RôbosEm um curso que participei fizemos uma visita a uma empresa grande da cidade. Conhecemos sua linha de produção e funcionamento. Nada a ver com curso, mas nem por isso menos interessante. Boa parte do pessoal passava, olhava e “ah tá! legal!” e seguia.

Pourra! Pensa na cabeça dos malucos que desenharam aquela linha. Desde a folha de metal sendo puxada e prensada pra dar o formato, até passar por vários outros processos e lá no final ela está pintada, cheia de acessórios, cabeamento elétrico e tudo mais. Cada detalhe observado e pensado. Planejar e construir uma linha dessas… Aliens e Dorgas! Só pode! (foto: Avramc)

Um exercício proposto no artigo, o qual diz para experimentar como é a vida de quem usa cadeira de rodas fez-me lembrar de um evento que participei há algum tempo.

Em determinado momento comecei a observar a sala que estava. As lâmpadas, janelas, as mesas dispostas em forma de U, que me fez sair de lá com dor no pescoço por ter que ficar olhando o palestrante de lado.

Apesar do palestrante não estar no palco, vi que existia o palco atrás dele. Cerca de uns 70 cm de altura e no canto esquerdo um escada, com alguns degraus. Nenhuma rampa de acesso. Um cadeirante não conseguiria subir no palco sem ajuda. Complicado!

Mike Wazowski - Monstros S.AUm livro que estou lendo falou também sobre observar e experimentar. Propôs um exercício: observar você mesmo e seus sentidos.

Pegar 5 dias e focar cada dia um sentido: audição, visão, olfato, paladar e tato. (na ordem que quiser). De foco total ao sentido por algumas horas neste dia. No dia da visão, por exemplo, observe tudo durante seu dia, casas, prédios, formas, cores, muita luz, pouca luz, o reflexo do sol direto nos olhos… Esqueça o mp3 player. Preste atenção ao que está vendo.  (foto: Disney Wikia)

Faça isto para seu autoconhecimento: seu corpo, suas reações aos estímulos dos sentidos, descobrir e entender como você percebe as coisas. Maioria das pessoas privilegia apenas um sentido durante a vida. Equilibre os sentidos para aproveitar melhor as coisas boas da vida, uma boa música, um bom livro, uma escultura, um prato saboroso…

  • Quase metade das grandes descobertas científicas surgiu não da lógica, do raciocínio ou do uso de teoria, mas da simples observação, auxiliada talvez por novos instrumentos, como o telescópio, o microscópio, o tomógrafo, ou pelo uso de novos algoritmos matemáticos.

Um belo exemplo de observação, curiosidade e aprendizagem são as experiências do Dr. Sugatra Mitra que a Ana resume aqui neste artigo “Crianças de vilas indianas remotas mostram para o mundo como é que se aprende!”.

Sinto que falta isso nas pessoas hoje em dia. Pelo menos em minha região. Principalmente nos mais jovens. Eles não observam tanto. Não tem paciência. Não tem tempo. Não tem curiosidade. Querem as coisas prontas, não importa como faz ou como funciona por baixo dos panos.

O que você observou hoje? Conta aí.

Observa só

Seja autodidata agora. Pergunte-me como!

Vi hoje um carro na rua com um adesivo “Perca peso agora. Pergunte-me como”. Fazia tempo que não via carros com esse adesivo ou pessoas com essa frase em broches preso à roupa. Não sei se é verdade. Qualquer hora crio coragem e pergunto como só pra ver. Já sobre ser autodidata…

Infelizmente… como já disse no post Porque ser autodidata não existe fórmula para ser autodidata. Você não vai conseguir isto hoje, nem amanhã de imediato. É um processo continuo que cada um tem que querer desenvolver e encontrar a melhor forma para seu perfil.

Aqui vão alguns conselhos, dicas, situações, e outros pelo qual tenho passado e que outras pessoas com quem já conversei e que estão nesta mesma viagem passam também.

Tenha gosto por aprender: O ato de aprender alguma coisa deve ser prazeroso pra você. Deve ser divertido. Você deve se sentir bem estudando. Por mais que possa estar aprendendo um assunto difícil ou muito chato, ou até por ‘obrigação’ da empresa/faculdade.

Tenha em mente que não é fácil: Como você estará ‘sozinho’, exigirá muito de você. O quanto você está com vontade de ir atrás de livros, sites, pessoas e outras fontes? O quanto você resistirá à auto-sabotagem? Se você não se sentir razoavelmente bem estudando a chance de sabotagem é grande.

Saiba o real motivo porque você quer aprender algo: Apenas curiosidade? Para melhorar o currículo? Necessidade para atual trabalho? Para a prova?

Tenha metas: Sabendo o real motivo para que você quer aprender vem outra pergunta… TEM PRAZO? Faça uma lista do que precisa aprender e priorize conforme cada caso. Se for necessário aplique Pareto. Não gaste tempo aprendendo coisas que não irão trazer retorno ou que não são importantes no momento. Crie metas conforme as prioridades.

Esteja preparado: Vai estudar em casa?  Na faculdade? Vai a uma palestra ou treinamento? Esteja aberto para conhecer novas ideias, discutir, trocar experiências, quebrar paradigmas. Esteja também preparado ‘fisicamente’, tenha canetas, lápis, caderno, o que for necessário para realizar anotações, expor suas ideias e fazer exercícios.

Faça anotações: Anotações de certa forma são como revisões mentais e facilitam a retenção de conteúdo. Tente sempre fazer anotações com suas próprias palavras e não copiando textos/frases. Usar sua própria linguagem é mais um sinal que você entendeu o conteúdo.

Revise o conteúdo: Você esquece mais do conteúdo nas primeiras 24 horas do que ao longo de 30 dias. Reveja suas anotações, exercícios e comentários. Pense sobre o assunto, troque ideias com outras pessoas. Alberto Dell’Isola explica aqui sobre a Curva do Esquecimento

Participe e faça networking: se está em alguma aula, palestra, curso… não fique com dúvidas. Levante o braço, faça perguntas, discuta as respostas com o facilitador. Não pare enquanto não estiver satisfeito. (Tudo no seu limite, claro! Não vá atrapalhar o evento também). Se houver debates ou exercícios nada de ‘bunda molismo’. Faça. Nos intervalos conheça os outros participantes, eles estão lá porque tem interesse parecido com o seu, troque ideias, discuta o que foi aprendido.

Ponha em prática: Dale Carnegie em seu livro já dizia “Aprender é um processo ativo. Aprendemos fazendo.” Sófocles disse: “É preciso aprender com a prática, pois, embora você pense que sabe, só terá certeza depois que experimentar.” Aristóteles: "O que temos que aprender a fazer, aprendemos fazendo.". Pronto. Chega. Já deu pra entender né. Ponha a teoria a prova.

Tenha disciplina: Aprender a aprender é um processo de melhoria contínua. Você vai a cada dia pegando o jeito, descobrindo formas melhores de aprender e reter o conhecimento. Haverá dias que você vai querer desistir, vai se auto-sabotar. Faz parte. Importante é não desistir de fato. Visualize lá na frente. O quanto isso vai ser bom pra você? Que oportunidades ter esse conhecimento irá trazer? Com o tempo a criação da habilidade e do hábito, esses dias tenebrosos serão cada vez menos frequentes

Quais as suas dicas para estudar e ser autodidata? E suas dificuldades? Compartilhe as coisas boas e ruins que você passa. Pode ajudar alguém e talvez alguém ter uma dica para te ajudar.

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