Qual seu plano B, C, D…X?

Let_Them_Talk_Hugh_LaurieNa época do fim do seriado Dr. House vi uma matéria no caderno de Carreira da Exame, falando dos planos de Hugh Laurie para o fim da série:  O plano de Hugh Laurie para sobreviver ao fim de “House” (foto: wikipedia)

Nessa matéria algumas frases me chamaram muito a atenção. Algumas delas:

  • O segredo de Hugh Laurie é o preparo…Laurie treina avidamente
  • Antes do anúncio do fim do seriado, ele já tinha se lançado em outras direções
  • Sempre que pode, Laurie se propôs a assumir novas e diferentes responsabilidades
  • As experiências dos últimos oito anos do talvez eterno dr. House apontam que ele soube diversificar sua carreira e pode estar preparado para as possíveis (e agora concretas) mudanças profissionais que viveria.

Laurie é ator, diretor, escritor (O vendedor de Armas/The Gun Seller), cantor, músico (Let them talk) e comediante de acordo com a Wikipédia.

Para exemplo, vou assumir que sua carreira principal foi a de ator. Este foi seu plano A. Mas ele não se ateve a isto, arriscou em um plano B como escritor, em outro C como músico e  canto, também um D sendo comediante.

Antigamente as pessoas quando jovens se especializam em um oficio e seguiam com ele até o fim da vida. Quantos de nós não conhecemos alguém que tem uma profissão e praticou somente ela a vida inteira? Muitas vezes até em uma empresa só, seu primeiro e único emprego. Da juventude a aposentadoria.

Não quero dizer que isto seja errado e que não é pra fazer isto. Só estou expondo aqui um assunto para discutirmos juntos.

carreira-which-wayQuantas pessoas conseguem decidir sua profissão já com 17 ou 18 anos quando geralmente se entra na faculdade? Raras as pessoas que realmente já sabem o que querem. Seja por falta de vivências, maturidade ou que simplesmente ainda não pensaram nisto. Ai pela pressão da sociedade, necessidade, família ou sei lá o que mais, escolhe algo por exclusão. Pensamentos do tipo “Ah, desmaio quando vejo sangue. Então medicina não é pra mim.” “Biologia, química… hummm não gosto” e assim vai descartando as opções até não sobrar muita coisa e sorteiam uma. (foto: iStockPhoto)

desempregado-mitHoje também existem profissões que daqui a 5 ou 20 anos podem estar extintas. Se você está entrando no mercado de trabalho agora e por ventura escolheu uma dessas, com 30 ou 40 anos de idade você pode estar desempregado. Você terá que começar novamente. Isto pode ser um tremendo problema se você não se preparou, por exemplo, com uma reserva financeira para lhe sustentar enquanto aprende novo oficio e procura novo emprego. Acha que isso não acontece? Ó a rapaziada da NASA toda ferrada. E o graduado no MIT da foto ao lado? (foto: NYDN)

A média de vida do brasileiro hoje é na faixa de 73 anos. Eu comecei minha vida profissional aos 17 anos. Se eu ficar exatamente na média tenho ai 56 anos. Tenho não,  tinha! Restam-me 44 ainda. Estou a 12 anos em TI/Desenvolvimento de Software, meu plano A. TI, acredito eu, não é uma área que vai se extinguir até eu chegar aos meus 73.

Mas… vai que eu fique de saco cheio de TI. Podemos pensar “Ah! mas com 73 anos quero estar aposentado, fazendo nada!”. Tudo bem. Digamos que eu me aposente com 65 anos (para quem se aposenta por idade). Me “restam” 36 anos de trabalho. Se deixar 12 anos por carreira (tempo que estou em TI) e exercendo cada uma de forma única e não paralela, posso ainda ter 3 carreiras diferentes na minha vida. Interessante de se pensar.

Acredito que você está na sua atual profissão por que gosta do que faz. Mas, você também gosta de outras coisas. Sua profissão atual pode não aproveitar todas as suas habilidades. Suas ambições e sonhos também mudam com o passar dos anos. Porque não transformar estas ambições, habilidades e outras coisas também em carreira? Seja paralela ou não.

Formule “seu plano B”. Estude. Vá guardando dinheiro, pois no inicio muito pouco provável que você tenha salários iguais tem hoje caso não for atuar em paralelo. Quando achar que estiver preparado, mude.

coyote_foolproof_planUm “plano B” que estou desenhando e avaliando é carreira de professor, para tocar em paralelo nas noites e fim de semana. Dar aulas de desenvolvimento de software ou alguma outra coisa em colégios e faculdades. Caso venha por em prática e por acaso no futuro algum problema faça com que perca meu emprego em TI (plano A), posso assumir em tempo integral as aulas e o impacto de perder um emprego seria bem menor por exemplo. Gosto também de finanças e contabilidade. Penso um dia explorar a carreira na área de controladoria (Plano C).  (foto: richmiller)

Aprender uma profissão ou outras habilidades hoje está muito mais fácil. Faculdades surgem aos montes por ai, cursos profissionalizantes, cursos online/a distancia… Ter um plano B, C, D… Z pode além de trazer renda extra, também trazer satisfação, networking, oportunidades, prazer, e sei lá o que mais.

Você já pós em prática seu plano B ou C? Já está indo para seu plano M? Nunca pensou nisso e não tem nenhum plano? Use os comentários abaixo. Vamos conversar sobre isso.

Qual seu plano B, C, D…X?

Experiência versus emprego e o voluntariado

Vendo uns links velhos que tinha salvado aqui, achei um texto que trata sobre dilema de emprego versus experiência. Fala sobre como é difícil, principalmente para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho achar emprego. O motivo, que a maioria das vagas exige experiência e não se consegue experiência porque não se tem emprego.

Vê lá. (Depois volta aqui!) O texto é muito bom: Dinheirama: O dilema experiência-emprego-salário!

No texto ele comenta “Se você está buscando expandir as suas habilidades ou se inserir em um novo segmento de atuação, considere o voluntariado em troca de experiência.”. Isto vai exatamente de encontro com o que sugere Michael Ellsberg no passo 4 da sua receita: 8 passos para você trabalhar no que quer.

Para quem quer se inserir em novo segmento, trocar de área, etc. é um pouco mais complicado partir para o voluntariado. A maioria precisa do salário todo mês para manter as contas e a família, largar tudo nem pensar. Raras as exceções que a pessoa tem uma reserva financeira para se manter enquanto da uma guinada em sua vida profissional. Talvez considerar o trabalho voluntário fora de expediente e fins de semana é uma opção.

homelessMas se é jovem, mora com os pais, só se preocupa com o dinheiro pra balada e pra cerveja no boteco da esquina da faculdade. Aí é muito mais simples. Basta querer e largar esse preconceito de achar que é idiota quem trabalha de graça. Pois na verdade, você está sendo pago em barras de ouro de conhecimento e experiência do baú da felicidade que valerão mais do que dinheiro no futuro. Má oeeee!!!

Baita sem graça a frase anterior. Eu sei. Mas resolvi deixar ai. Voltando…

Não sei como funciona para empresas, a parte legal de contratação do serviço. Muitas empresas têm medo que funcionário processa a empresa (meta a empresa no pau num português mais brasileiro) e exija todos os direitos de INSS, FGTS, férias, 13º salário e etc. Uma opção seria contratar como estagiário, mas depende da pessoa estar estudando, pois é necessário vínculo com instituição de ensino para poder estagiar. Caso alguém ai seja de RH ou conheça de legislação trabalhista, manifeste-se, por favor.

Onde e como trabalhar, dá-se um jeito. No Brasil alguém querer trabalhar de graça, de simples boa vontade em troca de experiência e conhecimento é visto pelas empresas com aquela voz falando ao fundo “É uma cilada, Bino!”. Mas não custa procurar e tentar. Se empresa privada não da certo, temos aí, todas as ONGs, que dependendo de sua área de atuação pode ser interessante. Para desenvolvedores de software temos milhões de projetos abertos que você pode contribuir. Esses são alguns exemplos.

Hoje se estivesse em inicio de carreira e alguém tivesse me apresentado essas ideias ou eu as tivesse por pensamento próprio com certeza iria aproveitar. Claro que todo mundo quer ser remunerado pelo seu serviço. Mas se você já está na procura por algum tempo e está difícil, em vez de ficar coçando o saco e reclamando, porque não adquirir experiência com voluntariado?

imagem: http://www.everystockphoto.com (editada porcamente)

Experiência versus emprego e o voluntariado

Análise SWOT, sua FOFA!

No planejamento estratégico, a análise (ou matriz) SWOT é uma maneira de identificar os pontos fortes e fracos (análise interna), assim como avaliar as oportunidades e ameaças (análise externa) de uma organização.

SWOT significa justamente isto: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). Em português, para melhor sonoridade, chamam de Matriz FOFA – Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.

A origem é meio incerta. Dizem que foram professores de Harvard que criaram o método, também falam de um professor de Stanford. Há indícios que já é usada a mais de 2 mil anos.

"Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças" (SUN TZU, 500 a.C.)

É uma ferramenta muito genérica. Pode ser usada em diversas situações, desde negócios a vida pessoal. Exemplos de uso: análise de sua empresa, avaliação de uma idéia de produto novo para lançar, avaliação de um fornecedor, avaliar a compra de empresa, a compra de um carro e também para avaliar VOCÊ. Sim você.

Como falado no artigo Eu S.A., você é uma empresa. Este é o intuito deste artigo. Mostrar como usar uma ferramenta de administração para avaliar você e ver que plano você pode traçar para o futuro. A análise irá ajudar no seu planejamento. Auxiliando em saber que direção seguir. Claro, mesmo com os resultados apresentados, nada impede de você querer dar uma guinada em sua vida, começando do zero.

Partindo do principio que no momento você não quer fazer uma formatação no disco rígido da sua vida, pegue este modelo de matriz que fiz ( PDF | DOCX ) imprima ai, pegue a caneta ou então edite no editor de texto mesmo:

Forças (Strengths) – Liste aqui é tudo que você tem de excelente e de vantagem:

  • Quais são suas características marcantes?
  • Seus pontos fortes, atributos positivos?
  • Qual seu talento? Qual sua qualidade? No que você é bom?
  • O que você sabe e é bom? É Fluente em algum idioma?
  • Suas vantagens? Porque alguém contrataria você ou seus serviços?
  • O que você faz de melhor? Qual seu diferencial?
  • Na empresa seu nome é lembrado quando se fala de qual assunto?
  • E na família e amigos? Quando eles se lembram de você?

Oportunidades (Opportunities) – Situações que ocorrem nos mercados. Que você não controla, mas pode aproveitar:

  • Qual o pulo do gato na sua área? O que estará em alta? Evoluindo? Pagando os melhores salários?
  • Na sua cidade? Em outra cidade? Em outro país?
  • Que competências e habilidades estão procurando na sua área?
  • E outras áreas? Será que não é o momento para uma nova carreira? Novo emprego? Outro país? Novas culturas?
  • E se você aprender algum outro idioma que está em alta?

Fraquezas (Weaknesses) – Não é fácil aceitar, mas todos temos defeitos. Vamos lá:

  • Quais são seus pontos fracos?
  • Suas deficiências? Seus atributos negativos?
  • Quais são seus vícios? Suas dificuldades?
  • O que seus chefes ou clientes se queixam de você?
  • O que você faz de forma mediana/média?
  • Como é seu comportamento? Suas relações com as outras pessoas?
  • Na empresa, seus amigos, sua família… quando e do que eles falam mal de você?

Ameaças (Threats) – O que lhe impede de aproveitar as oportunidades:

  • Que obstáculos você vê para chegar às oportunidades citadas?
  • O que seus concorrentes tem que você não tem?
  • Ainda não tem inglês fluente?
  • Falta de algum conhecimento, habilidade ou competência?
  • Problemas financeiros? Sem dinheiro para uma especialização? MBA no exterior? Para uma faculdade? Comprar alguma ferramenta de trabalho?
  • Sem tempo?

Acredito que não vai ser em 30 minutos que você vai fazer a sua matriz FOFA, leva um tempo para pensar, filosofar, ver oportunidades, aceitar alguns defeitos a ponto de listá-los, identificar ameaças. Leve um dia, dois… Tenha seu tempo. Peça ajuda também se achar interessante. Amigos, familiares, etc. diga a eles para listarem o que consideram forças e fraquezas em você.

Com ela feita, veja seus pontos fortes e pense como melhorar ainda mais eles. Torna-se o especialista. A referência no assunto. O mestre.

Fique atento sobre as ameaças, veja o que pode trabalhar em cima delas para dar fim. Está sem inglês fluente? Volte a estudar. Não tem tempo? Aprenda a dizer NÃO para as coisas inúteis da sua vida e direcione sua energia para atividades que lhe proporcione retorno.

Sem dinheiro pro curso? Organize suas finanças. Bata um papo com o Everton do Finanças Forever (e leia o blog) ou também com o Thiago do Educar Finanças (e também leia o blog)

Sua fraquezas indicam pontos que você deve melhorar para poder aproveitar melhor as oportunidades ou até coisas que você deve evitar fazer para não lhe prejudicar.

Oportunidades nem há muito o que falar, veja sua lista e corra atrás delas. Monte uma estratégia, uma lista de metas do que você tem que fazer para chegar lá e aproveitá-las. Tente usar o método 5W2H para listar suas metas e tarefas de forma mais clara.

Quem sabe também um Coach não lhe ajude neste processo todo? Saiba o que é coaching e veja se não é interessante para você ter um.

Você já montou sua matriz FOFA? Já traçou suas metas? Não? E agora? E… agora?

Sabe o melhor dia para fazer isto? HOJE! Sabe a melhor hora? AGORA! Comece e vá evoluindo a cada dia.

Análise SWOT, sua FOFA!