média? medíocre!

me.dí.o.cre
adj (lat mediocre) 1 Médio ou mediano. 2 Meão. 3 Que está entre bom e mau. 4 Que está entre pequeno e grande. 5 Ordinário, sofrível, vulgar. sm 1 Aquele que tem pouco talento, pouco espírito, pouco merecimento. 2 Aquilo que tem pouco valor.

Fazer parte da média. Passar de ano com a média… média. média. Medíocre! Ser parte da média. Ser chamado de medíocre.

Eu não me sinto bem sendo chamado de medíocre. Mas fazer parte da média não me incomodava. Estranho não? É a mesma coisa só expressado de forma diferente! Uma que parece que ofende e outra que “ah! tá tudo bem! tô igual ao vizinho”

Já fiz parte da média muito nessa vida. Estudei 11 anos no colégio (primário+ginásio+2ºgrau). Estudei 2 anos e meio no tecnólogo da faculdade. Mais 1 ano na pós. Igual todo mundo. Ou seja: média. medíocre.

No colégio é mais complicado você avançar anos. Pelo menos não vejo essa pratica comum no Brasil. Sou distante da área da educação, falo pelo pouco que sei e já vi/ouvi. Já na faculdade podia ter saído da média um pouco. Feito as provas de suficiência, eliminado matérias, adiantado outras e terminado o curso antes de 2,5 anos. Mas pra que? vamos ser média. Medíocre!

Na pós, fiz um curso fora da área de TI. Um pouco mais difícil adiantar matérias que não conhecia muito. Mas poderia ter me esforçado pelo menos para passar com nota 10 em tudo. Mas não, passei na média. Medíocre.

Ser média. Medíocre. Ser morno. Hoje considero média de certa forma como zona de conforto…

“Zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e/ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco” .

Lugar em que as pessoas ficam por preguiça e apenas sobrevivem. Tive preguiça de fazer as provas de suficiência da faculdade. Medo de não passar. Tive preguiça de estudar pras matérias da pós… Tive preguiça de ser acima da média.

Enfatizei bastante a palavra medíocre pra ver se desperta algo em meu cérebro. Preciso sair mais vezes da zona de conforto. Arriscar mais. Ir além. Dedicar-me no que faço, estudar mais a fundo, com mais vontade. Tentar coisas novas. Ficar acima da média. Deixar de ser medíocre.

Espero que realmente tenha energia e consiga fazer isto e não apenas fazer parte da média que diz que quer mudar e não muda.

E pra você? Sua zona de conforto está boa? Tudo bem ser parte da média? Tudo bem ser chamado de medíocre?

Fontes:

Michaelis

Wikipedia – Zona de Conforto

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média? medíocre!

Um comentário sobre “média? medíocre!

  1. Jeison disse:

    Medíocre? Se está me chamando de medíocre, então está me xingando! Infelizmente é assim que muitas pessoas pensam, arrisco dizer que a maioria, não a média. E parando pra pensar que o termo é erroneamente empregado e deduzindo a real intenção de quem te chama de medíocre, eu também fico ofendido, não pelo real sentido da palavra, mas sim pela real intenção de quem usa o tremo. Mesmo que algum sentido da palavra não esteja dicionarizado, quando se lê um texto informal, ou seja, vulgar – já que um discurso verbal saído da boca do povo entra bem na definição de vulgar – precisamos interpretar esse texto vulgar conforme o contexto implícito. Pare pra pensar, quando alguém diz: “que pensamente mais medíocre”, não está usando o termo medíocre com o real sentido dele.
    Agora, por exemplo, se você ficou na média das notas por preguiça de ficar acima dela e os demais ficaram na média tendo que se esforçar e estudar, no fundo você ficou não média, mas não faz parte da média dos estudantes, porque a média dos estudantes precisa estudar para atingir a média de aprovação.
    Essa distorção no sentido das palavras não é por acaso, em alguns até é um mero desvio vulgar, mas na maioria dos casos é friamente planejado. É intencional. Existem centenas de palavras que estão tendo seus sentidos mudados ao longo dos anos, seria a “novilíngua”? Uma nação mantém a sua unidade principalmente pela sua língua, também pelos seus valores , mas como a “engenharia lingüística” consegue mudar valores com palavras, podemos dizer que palavras tem poder. É só observar as campanhas ambientais, de diversidade, humanistas, ecologistas, consumistas e comunistas, todas se utilizam de “engenharia lingüística”.

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